Por André Nucci

Bom, finalmente foi anunciada a nova linha de “in-between smartphones e notebooks” da Apple.
Assim como o resto do mundo, eu ainda não tive a oportunidade de brincar com um, mas fiz o dever de casa e li algumas coisas sobre.

Como todo novo produto (principalmente da Apple), o iPad já divide opiniões. Para uns é a nova maravilha do mercado, pra outros é só um iPhone bombado. Sem ter um na mão é muito difícil opinar, então vou levar esse post pra um outro lado.

Depois de ler os livros do Raymond Kurzweil, eu passei a crer que, tudo o que você imaginar vai acontecer antes mesmo do que você espera. Então a questão é: Quando os IBSN (in-between smartphones e notebooks) terão capacidade de processamento e armazenamento pra rodar softwares de produção musical?

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É amigão, gostou da idéia de fazer seu live set com touch-screen e sem mil controladores? Pois é, esse dia está chegando. Se em menos de 10 anos, fomos do “ripar CD do AC/DC” ao “porra meu iPod de 16GB tá cheio”, imagina o que vai acontecer nos próximos 10 anos de IBSN.

É muita especulação, lógicamente, mas estamos falando do futuro. E no futuro um aparelho desse (melhorado pelo tempo) me parece útil. Hoje é apenas um gadget, e é preciso que ele sobreviva no mercado pra se tornar em breve uma ferramenta útil. Pra isso a Apple vai ter que investir muito em marketing e convencer as pessoas de que elas precisam de um novo IBSN que não faz muito mais do que um iPhone.

Esse futuro próximo nos leva a outra questão: o que os fabricantes estão fazendo pra adaptar a produção musical a esses novos aparelhos? Será que a Akai está fazendo um controlador compatível ou a Ableton está criando novas funções para revolucionar a maneira que tocamos o Live? Se um iPad tivesse capacidade pra rodar o Ableton Live, hoje, a APC 40 perderia metade de suas funções.

A verdade é que quem dormir no ponto pode pagar caro. É preciso pensar muito pra frente, pois, mesmo que o produto da Apple não convença agora, sua técnologia pode dar bons frutos no futuro.

E você consumidor, o que acha?